Eletrocauterização do HPV


Eletrocauterização do HPV:

O HPV pode provocar a formação de verrugas na pele, e nas regiões oral (lábios, boca, cordas vocais, etc.), anal, genital e da uretra. As lesões genitais podem ser de alto risco (precursoras de tumores malignos, especialmente do câncer do colo do útero e do pênis) ou de baixo risco (não relacionadas ao aparecimento de câncer). A transmissão do HPV se dá por via sexual, usualmente, mesmo com o uso de preservativos, sem a necessidade de penetração (com a masturbação ou o contato genital externo já pode ocorrer), mas existe também a possibilidade de transmissão vertical (da mãe para o feto), de auto-inoculação e de inoculação através de objetos contaminados com o HPV, que pode sobreviver mais tempo no ambiente externo do que o vírus do HIV, por exemplo, mas esta última forma de transmissão é controversa.


Diagnóstico:

O diagnóstico é feito mais facilmente em homens (lesões geralmente visíveis na pele e órgãos sexuais). Em alguns casos deve ser feita uma anuscopia (geralmente em casos de relações sexuais anais) para observação das lesões. Nas mulheres, porém, além das lesões em pele, vulva e ânus, podem ocorrer em todo o trato genital até alcançarem o colo do útero, portanto o diagnóstico só é possível através da colpocitologia oncótica, colposcopia ou anuscopia. Também podem ser realizados exames de biologia molecular (hibridização in situ, PCR e captura híbrida).


Tratamento:

São diversos tipos, com o objetivo principal de eliminar as lesões condilomatosas. Não há evidências que estes tratamentos eliminem ou alterem o curso natural da infecção pelo HPV. Mesmo sem tratamento, as lesões podem desaparecer, ficarem inalteradas ou aumentarem de tamanho e número. Vários fatores devem ser levados em consideração: tamanho, número e local das lesões, opções do paciente, recursos disponíveis e experiência do profissional. São os seguintes: Podofilina 15% em solução alcoólica; Ácido tricloroacético (ATA) 70% a 90% em solução aquosa; Podofilotoxina 0,15% creme; Imiquimod 5% creme; Eletrocauterização (ou eletrocoagulação / eletrofulguração); Criocauterização (ou crioterapia / criocoagulação) Vaporização a laser; Exérese cirúrgica; CAF (cirurgia de alta frequência).


Quais as complicações após a cirurgia?

Felizmente a incidência de complicações é muito baixa. Dor, sangramento, hematomas e infecção. Complicações estas que são consideradas de fácil recuperação. Não existem complicações da esfera sexual. A recanalização do ducto deferente é uma possibilidade conhecida na ciência, mas sua ocorrência é muito rara (0,1%)sendo, sem dúvida, o método contraceptivo que menos falha. Há relatos de casos que demora o desaparecimento dos espermatozoides no sêmen. Por essa razão existe a possibilidade de se ter que realizar mais do que um espermograma para confirmação da azoospermia.


Aqui realizamos a biópsia e eletrocauterização sob anestesia local ( utilizando um bisturi conectado a eletricidade ).